Associação de Classe do Bote Baleeiro Açoriano inicia reconstrução histórica do bote “Veloz” em ambiente de celebração.
18 de Maio de 2026
A Associação de Classe do Bote Baleeiro Açoriano (ACBBA) realizou, no passado dia 12 de maio, no estaleiro J. Salvador – Construção Naval, em Rabo de Peixe, a apresentação oficial do projeto “Preservar, Navegar e Conectar: Memórias ao Serviço do Futuro”, marcando simbolicamente o início da reconstrução do bote baleeiro “Veloz” (H-46-B).
O evento decorreu num ambiente de grande alegria, convívio e entusiasmo, reunindo pessoas apaixonadas pelo bote baleeiro açoriano e pelo património marítimo regional. Entre associados, amantes desta tradição açoriana, parceiros e amigos da associação, viveu-se um momento de forte simbolismo e união em torno da preservação de uma das maiores heranças culturais dos Açores.
A cerimónia contou igualmente com a presença de diversas entidades e parceiros institucionais, nomeadamente a CRESAÇOR – Cooperativa de Economia Solidária, a Associação de Desenvolvimento Local – Mar Oriental (MAR 2030), a Junta de Freguesia de Rabo de Peixe e os nossos patrocinadores – Terra Azul – Azores Whale Watching e Melo Travel DMC.
Durante o encontro, foi efetuado o transporte do bote “Veloz” para o estaleiro, onde terão início os trabalhos de reconstrução segundo técnicas tradicionais de construção naval. O projeto contempla ainda a recuperação do bote “Santa Madalena” (PD-2019-B), reforçando o compromisso da associação com a salvaguarda e valorização do património baleeiro açoriano.
“Pretendemos ampliar o número de botes disponíveis para a prática de desporto do remo e da vela, fazendo dos botes baleeiros elementos de ligação das pessoas com o oceano, promovendo a cultura marítima, estas embarcações históricas são museus-vivos que, atualmente, promovem o desporto e a saúde, assim como a cultura e o turismo. sublinhou a Direção da ACBBA na apresentação no evento.
Este projeto assume um caráter único ao estudar dois processos construtivos diferenciados do bote baleeiro açoriano: o tradicional “bote comum”, típico do Pico e de outras ilhas do arquipélago, e a variante exclusiva de São Miguel, construída através da técnica de “casco em dupla diagonal”.
Os botes baleeiros têm 38 pés (11m40cm), estrutura em madeiras rijas (quilha, sobre-quilhas, pés-de-galo, cavername, etc.), normalmente em carvalho, acácia, pinheiro bravo. Para o forro do casco, madeira de casquinha (pinho branco), para o aparelho de vela, incluindo mastro, retranca e caranguejeira. Os remos e pagaias, devem ser em pinho vermelho ou casquinha.
A reconstrução ficará a cargo do estaleiro J. Salvador – Construção Naval e representa um marco importante para a preservação das tradições marítimas dos Açores, aliando património cultural, investigação histórica e promoção desportiva.
A associação destaca ainda que esta será a primeira vez que um bote baleeiro reconstruído segundo esta técnica micaelense voltará a navegar, permitindo recuperar conhecimentos ancestrais da construção naval açoriana e perpetuar a sua memória para as gerações futuras.
O projeto “Preservar, Navegar e Conectar: Memórias ao Serviço do Futuro” é cofinanciado pela União Europeia através do Programa MAR 2030 / Portugal 2030, integrando a Estratégia de Desenvolvimento Local executada pelo GAL Mar Açores Oriental.
Outras notícias
Início dos trabalhos para construção dos “novos” botes
No passado dia 7 de Abril de 2025 foi dado seguimento aos trabalhos para a construção dos futuros bo...
Convocatória da Assembleia Geral Ordinária
Nos termos do disposto no número quatro.dois, do artigo quarto dos Estatutos da ACBBA – associação d...
Arranca o projeto “Preservar, Navegar e Conectar: Memórias ao Serviço do Futuro”
A ACBBA – Associação de Classe do Bote Baleeiro Açoriano, entidade sem fins lucrativos e de reconhec...
Junte-se a nós
Faça parte da nossa comunidade
Torne-se sócio da ACBBA e contribua para a preservação da cultura baleeira açoriana. Juntos, valorizamos o que nos une e construímos o futuro desta tradição ancestral.